I Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes, de 12 a 14 de Junho, na Batalha
terça-feira, junho 09, 2009
A Batalha recebe de 12 a 14 de Junho, na Praça Mouzinho de Albuquerque, o I Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes.
Estarão presentes neste evento as principais bibliotecas do nosso país, estando tamém asseguradas as presenças das Bibliotecas da Comunidade de Madrid e de Léon, de Espanha.
Na Sexta-feira dia 12, às 18h30, o Município da Batalha fará a apresentação da nova Biblioteca Itinerante que passará a servir a população de todo o Concelho.
Decorre no dia 12, Sexta-feira, às 9h30, no Auditório Municipal da Batalha, a Conferência "As Bibliotecas Itinerantes no Século XXI: Que desafios, estratégias e públicos?". Presentes como principais oradores estarão Ian Stringer, membro da IFLA e especialista sobre Bibliotecas Itinerantes e Roberto Soto Aranz, Presidente da ACLEBIM - Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles (Espanha). Debater o futuro das Bibliotecas Itinerantes, quais as estratégias de captação de públicos e programas / acções a adoptar, são alguns dos objectivos desta iniciativa, integrada no I Encontro de Bibliotecas Itinerantes da Batalha, que conta com o apoio da Fundação Gulbenkian, a realizar de 12 a 14 de Junho, na Praça Mouzinho de Albuquerque, na Vila da Batalha. Organização da Câmara Municipal da Batalha e da Biblioteca Municipal da Batalha
PROGRAMA:
12 de Junho 9h30 | Abertura Solene da Conferência Sua Exª, o Senhor Ministro da Cultura * Representante da Fundação Calouste Gulbenkian Sr. Presidente da Câmara Municipal da Batalha
10h30 | I PAINEL – O aparecimento das Bibliotecas Itinerantes em Portugal Rui Neves, Chefe da Divisão das Bibliotecas do Município do Montijo
11h15 Coffee break
11h30 | II Painel – As Novas Bibliotecas Itinerantes Roberto Soto Arranz, Presidente da ACLEBIM - Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles (Espanha) Nuno Marçal, editor do blogue http://opapalagui.blogspot.com/ - As Andanças da Bibliomóvel por Terras e Gentes de Proença-Nova
13h00 ALMOÇO
14h30 | IV PAINEL – Novas estratégias, recursos e projectos de dinamização da leitura no Século XXI - Mario Aladro e Mercedes Herrero, Sección de Bibliobuses da Comunidad de Madrid
15h45 | As Bibliotecas Móveis no Mundo - Ian Stringer, Membro da IFLA, Responsável pelas linhas de orientação das novas Bibliotecas Itinerantes
16h00 | Debate
16h30 | Encerramento da Conferência e visita às Bibliotecas Itinerantes que participam no Encontro Internacional de Bibliotecas da Batalha, de 12 a 14 de Junho. Decorre em paralelo, a 8ª Feira do Livro e do Jogo da Batalha
* Aguarda-se confirmação da presença.
Inscrições e informações: biblioteca@cm-batalha.pt
Casal atravessa a América do Sul em Biblioteca Móvel infantil durante dois anos para promover a leitura junto dos mais necessitados
quinta-feira, maio 07, 2009
Martina e Juan Martin Etcheverry Mondini, dois argentinos, partiram dia 8 de Abril de 2009 de Buenos Aires (Argentina) numa carrinha Kombi (Volkswagen ) transformada em biblioteca móvel infantil com o propósito de atravessar o continente sul-americano.
O casal de professores, com 30 anos, largaram do Obelisco, no centro da capital argentina e levam consigo um milhar de livros infantis para realizarem sessões de leitura «em todos os cantos do continente, em escolas, centros culturais e até cantinas».
A viagem começou a tomar forma há meses atrás e inclui um trajecto de 21 países da região a bordo de uma Combi, de 1982, que teve de ser reconfigurada para empreender esta aventura que vai exigir mais de dois anos, conforme o calculado pelos protagonistas.
De Buenos Aires, o plano é ir ao Uruguai, Brasil, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala, Belize e México, antes de embarcar a van e voltar para a Colômbia para visitar mais tarde o Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Chile e finalizar na Argentina novamente.
A pequena van deste casal de professores foi preparado para a ocasião, com dois sofás que se transformam numa cama, um pequeno forno e um duplo tecto que pode armazenar livros, camisetas e até mesmo uma grande tenda.
«O objectivo da viagem é o de unir e redescobrir a América Latina e o seus povos através de sessões de leitura em várias escolas ‘perdidas’ que encontraremos pelo caminho», diz John Martin Mondini, que deixou o trabalho como professor de literatura para embarcar nesta proeza, com a sua noiva
«Sempre sonhamos em fazer algo que realmente nos realize como pessoas e paralelamente contribua em alguma coisa para os outros. Queremos levar às crianças e adolescentes a nossa extensa literatura argentina e compartilhar experiências de nossa viagem», diz Martin Etcheverry .
Para financiar o projecto, o casal criou uma linha de t-shirts com motivos aludindo ao projecto que vendem desde há uns meses em festivais, feiras e lojas para recolher fundos para a viagem.
«Temos vendido bastantes, mas continuaremos a vender ao longo do percurso em várias feiras», esclarece Martina, que também faz cria peças de artesanato, colares, pulseiras, anéis e velas de diversas cores e tamanhos.
O casal também contactou com outros viajantes trotamundos para os acompanhar na viagem em veículos antigos. Foi desse modo que descobriram o Herman Zapp e Candelaria Chovet, que durante quatro anos viajaram pela América num carrinha de 1928 e agora estão em conjunto com os seus quatro filhos pequenos em plena travessia da Austrália.
«O pior medo é não ter sonhos. Este é o nosso sonho, mas também de todos. Redescobrir a América Latina e unir realidades através da literatura e da leitura», afirma Mondini a idear sobre a sua aventura.
No dia Mundial do Livro, as Bibliotecas Municipais da Corunha levam livros juntos dos potenciais leitores
quinta-feira, abril 23, 2009
As Bibliotecas Municipais da Corunha no dia 23 de Abril, Dia Mundial do Livro levarão milhares de livros a dois dos lugares mais frequentados pelos cidadãos: as estações de autocarro e de comboio/metro. Espaços de passagem mas também de encontro, bons lugares onde folhear um livro no tempo de espera ou de escolhê-los con o fim de os ler durante o trajecto. Para celebrar um dia tão especial, as bibliotecas levarão livros às estações e colocarão à disposição dos viajantes, quer mais miúdos, quer mais graúdos, que os poderão evar e lê-los durante a viagem de autocarro ou no comboio. Haverá adstrito um posto com informações e folhetos das bibliotecas, marcadores de livros e posters. Fonte: Ayuntamiento "A Coruña" (trad.)
O bibliotecário Nuno Marçal granjeou Prémio ACLEBIM das Bibliotecas Moveis
quarta-feira, abril 22, 2009
AAsociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles (ACLEBIM), de Espanha, atribuiu os II Prémios ACLEBIM das Bibliotecas Itinerantes. Na categoria Pessoas, o prémio a Nuno Marçal, bibliotecário responsável pela biblioteca itinerante de Proença-a-Nova, pelo seu compromisso profissional e social com os cidadãos mais desfavorecidos. Como é expresso pela ACLEBIM : «Nuno Marçal es un ejemplo de superación constante, de aprovechamiento de recursos cercanos y de optimización de las tecnologías de la información y comunicación para vencer obstáculos seculares en el acceso a la lectura, si bien siempre fundamentando todo ello en el calor del trato humano.»
Na categoría das Instituições, os premiados foram: Comunidade de Madrid (pelo Serviço de Extensión Bibliotecaria); a Generalidade da Catalunha e Deputação de Barcelona (em especial o Biblioacceso, espaço rural de serviço bibliotecário concebido como extensão do Bibliobús); e a Junta de Castilha e Leão - Diputación de Zamora (pelo Bibliobús Escolar de Zamora)
O prémio tem por objectivo reconhecer o trabalho de instituições e pessoas em prole do desenvolvimento de serviços bibliotecários móveis. A entrega dos prémios terá lugar día 24 de Outubro de 2009, em Leão, durante o IV Congresso Nacional de Bibliotecas Móveis.
I Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes , na Batalha, de 12 a 14 de Junho
sexta-feira, abril 17, 2009
I Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes - Batalha
A Câmara Municipal da Batalha, através da Biblioteca Municipal da Batalhaorganiza de 12 a 14 de Junho de 2009 o I Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes.
Este evento merece o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, e assume o propósito de dar visibilidade ao papel importante que as Bibliotecas Itinerantes apresentam junto das populações, bem como potenciar a partilha de informação e de estratégias de captação de públicos designadamente com os técnicos das bibliotecas presentes neste encontro.
Assim, no dia 12 de Junho, Sexta-feira, das 9h30 às 17h00, no Auditório Municipal, decorre uma conferência alusiva a esta temática, que contará com a participação de vários especialistas nacionais e estrangeiros. A este propósito, adianta-se já a confirmação do Presidente da ACLEBIM – Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles de Espanha, que estará presente no referido evento, bem como de outros especialistas nesta matéria.
No final da Conferência, todos os participantes procederão à visita das Bibliotecas expostas.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do email: biblioteca@cm-batalha.pt.
First International Meeting of Mobile Libraries - Batalha (Portugal)
The City Council of Batalha (Câmara Municipal da Batalha), in Portugal, through itsPublic Library, organizes from 12 to 14 June 2009 the First International Meeting of Mobile Libraries.
This event deserves the support of the Calouste Gulbenkian Foundation (Fundação Calouste Gulbenkian), and its purpose is to give visibility to the important role that Mobile Libraries have within the communities and also to share information and strategies to attract the public, particularly with the library professionals attending this meeting.
Thus, on June 12, Friday, from 9:30 to 17:00 a conference referring to this subject takes place in the Auditorium Hall (Auditório Municipal da Batalha), with the participation of several national and foreign specialists. The presence of the President of ACLEBIM - Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles de Espanha (Professional Association of Mobile Libraries of Spain)- has already been confirmed, as well as other experts in the field.
At the end of the conference, all participants will be invited to visit the mobile libraries exhibited outside.
Entries are free and can be made via email: biblioteca@cm-batalha.pt.
nota: tradução para inglês por mim efectuada. se detectarem inocrrecções agradeço a informação
Biblioteca itinerante "Bibliomealhada" já circula no concelho da Mealhada há mais de um ano
terça-feira, dezembro 09, 2008
No dia 5 de Novembro de 2007 teve ínicio o projecto “Bibliomealhada”, a biblioteca itinerante do município da Mealhada. Trata-se de um autocarro transformado em biblioteca que faz chegar livros, jornais, revistas, CD’s, DVD’s e Internet a todas a povoações do concelho, promovendo assim a igualdade de oportunidades no acesso à cultura, e a sua inclusão na sociedade da informação.
O autocarro original, com 50 lugares, foi transformado pelos funcionários da autarquia (que idealizaram o projecto) numa biblioteca móvel que percorre há mais de um ano as oito freguesias do concelho, com o propósito de levar a todos os cidadãos do município as obras e alguns serviços da Biblioteca Municipal da Mealhada. O “Bibliomealhada” conta com uma zona para ler e ouvir música, um pequeno anfiteatro para se assistir a um filme ou documentário e uma área equipada com computadores, com acesso gratuito à internet. Para além de promover a leitura junto dos munícipes de diferentes faixas etárias do concelho, possibilita assim a aprendizagem das novas tecnologias da informação. O empréstimo domiciliário contempla até um conjunto de três livros, um CD e um DVD.
A responsável pela Biblioteca Municipal da Mealhada, Manuela Soares, garante que «o balanço deste ano é extremamente positivo». O Bibliomealhada, que percorre vinte e cinco lugares de paragem, por todo o concelho, tem na actualidade cerca de quinhentos novos leitores desde a sua inauguração. Os utilizadores da Biblioteca Municipal da Mealhada, já com cartão, usam o mesmo cartão no bibliomóvel.
Gisela Ferreira, técnica da biblioteca, revela alguns dados curiosos do público do bibliomóvel: «As crianças quase sempre requisitam o número máximo de documentos que podem levar, isto é, três livros, um CD e um DVD. Os adultos requisitam mais literatura estrangeira e livros temáticos. A Hora do Conto é bastante frequentada por crianças. Já os idosos recorrem mais ao visionamento de filmes antigos portugueses no pequeno anfiteatro do bibliomovel. Os dois postos de internet são bastante procurados pelos mais novos, mas também por alguns adultos». “As Escolas Básicas 1 e Jardins-de-Infância recebem, todos os meses, uma mala com os ‘Livros em Viagens’, um conjunto de livros sobre determinada temática. Essa mala permanecernesse espaço até a Bibliomealhada voltar a lá passar, levantar essa mala e deixar outra, com livros sobre uma nova temática, e assim sucessivamente. Esta é a forma da Biblioteca Municipal da Mealhada promover a leitura no concelho, mediante o protocolo assinado com o Plano Nacional de Leitura. Os lares e centros de dia recebem também os ‘(A)braços da Biblioteca Municipal’ que são cestas com livros, DVD e CD”, disse ainda Gisela Ferreira.
«Os objectivos foram mais do que cumpridos. ‘Quando Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé’, foi este o lema que seguimos e já vimos que resulta. Neste caso, os livros, os CD, os DVD e a internet vão às pessoas, às suas terras e às escolas. É um projecto que facilita o acesso dos munícipes aos serviços da Biblioteca Municipal da Mealhada e, no fundo, à cultura. Tem tido muita aceitação por isso!», conclui Carlos Cabral, presidente da autarquia.
O autocarro passa nas sedes de freguesia do concelho, no seguinte horário semanal:
Segunda-feira - Pampilhosa (14h30 às 17h00)
Terça-feira - Vacariça (10h00 às 12h30) ; Luso (14h30 às 17h00)
Quarta-feira - Ventosa do Bairro (10h00 às 12h30) ; Antes (14h30 às 17h00)
Quinta-feira - Casal Comba (10h00 às 12h30) ; Barcouço (14h30 às 17h00)
Fontes: Texto: Câmara Municipal da Mealhada e Jornal da Mealhada Fotos: Câmara Municipal da Mealhada
O concelho de Loulé passa a ter um serviço de Bibliomóvel, da Biblioteca Municipal de Loulé, que presta marcada atenção aos documentos electrónicos e o acesso à internet (inclusive sem fios).
Bibliomóvel vai levar cultura a zonas rurais
No próximo dia 6 de Outubro, segunda-feira, o Bibliomóvel entrará em funcionamento, com o objectivo de levar às zonas mais afastadas e carenciadas do Concelho alguns dos serviços disponíveis na Biblioteca Municipal de Loulé. Esta viatura foi adquirida ao abrigo da sub-medida do Plano de Desenvolvimento Local, Investimento em Infra-estruturas, em que a Câmara Municipal de Loulé se candidatou ao programa Leader+/Arrisca, um programa co-financiado pelo FEOGA.
O Bibliomóvel fará um percurso diário pelas principais localidades do interior e zonas rurais durante os dias da semana. Os locais a serem visitados pelo Bibliomóvel são: Tôr, Querença, Cortelha, Ameixial, Parragil, Benafim, Boliqueime, Almancil, Alte, Vale Silves, Vale Judeu, S. João da Venda, Pereiras, Goldra e Poço Novo.
Trata-se de uma carrinha provida com um fundo de dois mil documentos, entre livros e audiovisuais (cds e dvds), onde a população poderá fazer consultas ao material disponível assim como requisita-lo. O acesso às novas tecnologias é outra das componentes do Bibliomóvel que integra dois postos de Internet e acesso sem fios para os utentes que pretendam usar os próprios computadores portáteis no local. Para além disso vai também ser possível a leitura de periódicos nesta biblioteca móvel.
Refira-se que este projecto foi financiado pelo FEOGO com um montante de 36.114,14€. O restante investimento neste equipamento, que rondou os 80.000,00€, é da responsabilidade da Autarquia.
Fomentar e assegurar a satisfação das necessidades de informação, educação, cultura e lazer dos cidadãos, sobretudo dos munícipes das zonas rurais e mais longínquas do Concelho, são os grandes objectivos deste equipamento.
Fonte: Câmara Municipal de Loulé - 4/11/008
Do total de 278 concelhos de Portugal continental 59 concelhos são agora servidos por Biblioteca Itinerante (ou afim):
Alcanena
Almodôvar
Alvaiázere
Armamar
Arouca
Aveiro
Batalha
Cabeceiras de Basto
Cantanhede
Castelo de Paiva
Castro Daire
Castro Verde
Chaves
Cinfães
Coimbra
Espinho
Esposende
Estarreja
Fafe
Felgueiras
Gondomar
Guarda
Guimarães
Lamego
Lisboa
Loulé
Maia
Marvão
Matosinhos
Mealhada
Mirandela
Monção
Montijo
Moura
Murça
Odemira
Oliveira de Azeméis
Oliveira de Frades
Ovar
Paredes
Penafiel
Peniche
Peso da Régua
Ponte da Barca
Porto de Mós
Proença-a-Nova
Sabrosa
Santiago do Cacém
São Brás de Alportel
São Pedro do Sul
Sintra
St Marta de Penaguião
Valença
Viana do Castelo
Vila do Conde
Vila Franca de Xira
Vila Nova de Famalicão
Vila Real
Vouzela
A distribuição por distritos é assim:
Aveiro (8): Arouca, Aveiro, Castelo de Paiva, Espinho, Estarreja, Mealhada, Oliveira de Azeméis, Ovar
Beja (4): Almodôvar, Castro Verde, Moura, Odemira
Braga (4): Cabeceiras de Basto, Esposende, Fafe, Guimarães
Bragança (1): Mirandela
Castelo-Branco (1): Proença-a-Nova
Coimbra (2): Cantanhede, Coimbra
Faro (2): Loulé, São Brás de Alportel
Guarda (1): Guarda
Leiria (4): Alvaiázere, Batalha, Peniche, Porto de Mós
Lisboa (3): Lisboa, Sintra, Vila Franca de Xira
Portalegre (1): Marvão
Porto (8): Felgueiras, Gondomar, Maia, Matosinhos, Paredes, Penafiel, Vila do Conde, Vila Nova de Famalicão
Santarém (1): Alcanena
Setúbal (3): Montijo, Santiago do Cacém
Viana do Castelo (4): Monção, Ponte da Barca, Valença, Viana do Castelo
Vila Real (6): Chaves, Murça, Peso da Régua, Sabrosa, St Marta de Penaguião, Vila Real
Viseu (7): Armamar, Castro Daire, Cinfães, Lamego, Oliveira de Frades, São Pedro do Sul, Vouzela
Por grandes áreas geográficas (Norte, Centro e Sul) a distribuição é a seguinte:
Norte (23)= Braga (4) + Bragança (1) + Porto (8) + Viana do Castelo (4) + Vila Real (6)
Se atendermos que norte e no litoral português o número de concelhos é maior (pela acrescida divisão territorial) os valores acima expressos evidenciam um razoável equilíbrio na repartição espacial de bibliotecas itinerantes pelo território português. Contudo, constata-se um certa desigualdade na relação litoral/interior. Por outro lado, realce para a existência de cinco distritos (Bragança, Guarda, Castelo-Branco, Santarém, Portalegre) com apenas um concelho a ser servido por biblioteca itinerante.
Vídeo sobre o serviço "Biblio Clube 24 horas", um serviço inovador em Portugal e que se baseia no empréstimo autónomo de livros 24 horas por dia, 365 dias por ano. Igualmente não se conhece no nosso país ou fora dele, semelhante equipamento, embora existam algumas variantes.
A ideia, idealizada há uns 4 anos pela bibliotecária Carla Valente da Biblioteca Municipal da Batalha, tendo sido submetido a concurso à Fundação Calouste Gulbenkian que o apoiou e que foi implementado 'no terreno' há cerca de meio ano (5 de Dezembro de 2006)
Um serviço para descentralizar a Biblioteca Municipal que também conta com a Biblioteca ltinerante (que, recorde-se, é a primeira do país da rede da Fundação Calouste Gulbenkian, comemorando para o próximo ano 50 anos de existência) e o Pólo localizado na Freguesia de São Mamede.
Mais uma vez parabéns à Drª Carla Valente, minha professora de catalogação no curso de Técnicos Profissionais de BD, em Amarante, em 2003.
Biblioteca Itinerante do concelho da Guarda leva livros quer aos mais miúdos quer aos mais graúdos.
segunda-feira, março 26, 2007
A mesma Biblioteca Itinerante que circula diariamente pelas aldeias do concelho da Guarda levando livros às crianças das escolas, também está a saciar o gosto pela leitura de seis idosos de Vila Soeiro.
Nesta freguesia “encravada” na serra, conhecida por “Cabo do Mundo”, onde residem 48 pessoas - a maioria idosos - a biblioteca móvel passou a ser recebida pelos habitantes com a naturalidade com que recebem o merceeiro ou o padeiro. Uma vez por mês, a meia dúzia de leitores inscritos, abeira-se da viatura e, em vez de “pedir” pão ou arroz, escolhe livros que consome nos dias seguintes.
A Biblioteca Itinerante - uma carrinha de cor avermelhada - é conduzida por Nelson Neves, que ao chegar à aldeia dá duas buzinadelas e estaciona no largo principal, ficando à espera dos primeiros “fregueses”. Na última visita, nos últimos dias, chegou à localidade por volta das 9h30. Três minutos depois apareceu a primeira leitora, que transportava num saco de papel os cinco livros, já lidos, requisitados no mês anterior.
«Venho levantar livros sempre que posso», referiu Natércia Costa, 70 anos, professora regente reformada. «Levo três, quatro ou cinco livros. É conforme a altura do ano e a disponibilidade que tenho», explicou. «Gosto de todos os livros, especialmente de tudo o que toca a histórias de crianças e grandes portugueses», adiantou. Desta vez leva quatro livros: “Fernando Pessoa, Iniciação Global à obra”, de António Quadros, “Mariana na Fronteira do Sonho”, de Mariana Aguilar, “D. João I”, da autoria de Damião Peres, e “Pelo fio de um sonho”, de José Jorge Letria. Antes de abandonar a carrinha, com os novos livros dentro do mesmo saco de papel, confidenciou à Agência Lusa que estava ansiosa por «devorar» as obras. «à tarde já os vou começar a ler. Não tenho preferências, começo por um qualquer», disse.
A professora reformada mostrava-se contente com a passagem da Biblioteca Itinerante pela sua aldeia, salientando que «é muito útil». «Se não fosse a biblioteca era pior, porque tinha de reler os livros que tenho em casa, assim, sempre leio algo que nunca li».
Ainda Natércia Costa não tinha concluído o processo de requisição, quando chegou à viatura a segunda e última utilizadora do dia - Maria Rodrigues, 69 anos, doméstica. Carregava na mão a obra “Fernando Pessoa, antologia poética seguida de fragmentos do Livro do Desassossego”, de Isabel Pascoal. Após uma rápida selecção, escolheu dois livros que lhe vão fazer companhia nos próximos dias: “A Poesia”, de Maria Manuela Couto Viana e “A Revolução Industrial da Idade Média”, de Jean Gimbel. «Gosto muito de ler e só não venho levantar livros quando não dou conta da carrinha», assegurou com um rasgado sorriso.
«Tenho o hábito de ler desde criança. Normalmente leio um bocadinho à noite, a seguir ao almoço e ao domingo à tarde. Às vezes até leio certos trechos para o meu marido, porque ele não gosta de ler», disse, admitindo que tem em casa «muitos livros» que ainda não leu, preferindo aqueles que levanta na biblioteca ambulante. «Só não leio mais porque tenho problemas de cabeça e não posso abusar», rematou Maria Rodrigues. Antes de se despedir, recordou que quando a biblioteca incluiu Vila Soeiro no roteiro, o seu pai «que morreu com 98 anos, era o único utente». «A biblioteca veio cá por causa dele», afirmou orgulhosa.
A Biblioteca Itinerante da Câmara Municipal da Guarda é herdeira do projecto nacional da Fundação Calouste Gulbenkian. Na Guarda, as quatro carrinhas da Gulbenkian pararam em Maio de 1994. Dois anos depois, a Câmara Municipal, colocou na estrada, a expensas suas, um desses veículos que diariamente circula pelas freguesias rurais do concelho, levando livros aos meninos das escolas.
Como de ano para ano as escolas estão a fechar as portas por falta de alunos, o vereador do pelouro da Educação, Virgílio Bento, admitiu à Agência Lusa que a aposta no apoio aos idosos - que de momento só acontece em Vila Soeiro - é para ampliar. «Tentamos conciliar estes dois públicos [crianças e idosos], que são os dois públicos que autonomamente menos capacidade teriam de aceder a este espólio», salientou.
«A ideia - acrescentou o autarca - é alargar o leque e, além de trabalharmos com as escolas, passarmos também a trabalhar com os Centros de Dia». «Essa é uma linha de orientação política que queremos implementar”, na certeza de que a Biblioteca Itinerante “desenvolve uma função social e cultural muito importante», garantiu Virgílio Bento.
"A Comunidade Urbana Valimar, com a intenção de criar hábitos de leitura nos mais jovens vai instalar sete cafés literários nos municípios que a integram, informou hoje o organismo.
Segundo fonte da Valimar, três dos bibliocafés já estão em funcionamento, um deles na cafetaria DNA, no Campo do Trasladário, em Arcos de Valdevez, junto ao rio Vez. Trata-se de um espaço que foi submetido recentemente a obras de ampliação e remodelação, com 90 lugares no interior e 64 na esplanada, incluindo um acervo bibliográfico de 300 livros, disponíveis unicamente para consulta ou leitura no local.
A Casa da Juventude de Esposende e o espaço Ponto Já de Ponte de Lima também acolhem já os cafés literários dos respectivos concelhos, enquanto que, sexta-feira, abre o de Caminha, no bar «A Cabana». A Rede de Bibliocafés da Valimar ficará concluída com uma estrutura no Café Bar Espalanada, em Ponte da Barca, outra na Villa Moraes, sede institucional daquela comunidade urbana, em Ponte de Lima, e uma última em Viana do Castelo, que aguarda a reabertura do Café Teatro.
Os bibliocafés, que contam com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, visam desenvolver nos jovens o gosto pela leitura. Este projecto tem por missão facilitar o acesso à leitura nos seus diferentes suportes nos normais locais de encontro e lazer dos jovens, entre os 14 e os 20 anos, pelo que está também prevista a utilização dos novos mecanismos e meios de divulgação que serão impulsionados pelas bibliotecas públicas para atrair a sua atenção.
Nos Bibliocafés da Valimar podem ser encontrados os jornais e publicações periódicas, mas também literatura de diversos estilos, desde prosa, poesia e romances a policiais, investigação, ficção, história e arte."
A Biblioteca Municipal de Arouca e as suas Bibliotecas Itinerantes
sexta-feira, março 09, 2007
Instalada na antiga Casa dos Padres, que davam apoio ás freiras do Mosteiro de Arouca, posteriormente Hospital e depois Casa do Patronato é desde 1991 a Biblioteca Municipal de Arouca, as obras de melhoramento para este novo fim foram concluídas em 2001.
Com mais de 7500 leitores inscritos e uma média de visitas diárias a rondar as três centenas, a Biblioteca Municipal, com 9 funcionários possui um fundo de 26000 obras, mais 5000 que foram doadas recentemente e em fase de classificação. Na freguesia de Fermedo, lugar de Cabeçais, existe ainda um Pólo da biblioteca.
Para dar a conhecer a realidade da sua actividade diária, o Entre Douro e Vouga deslocou-se até Arouca, onde soube através de Isabel Bessa, directora da Biblioteca desde 1990, as particularidades deste estabelecimento de Cultura ao serviço do concelho.
Valter Santos (VS)- Esta foi a primeira biblioteca existente em Arouca?
Isabel Bessa (IB)- Não, antes existia a Biblioteca da Gunblenkian, que era na Praça, que depois passou para aqui já que o seu fundo bibliográfico, foi doado á Biblioteca Municipal, que agora está ligada á Rede de Leitura Pública, foi uma das primeiras a integrar a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Inicialmente as bibliotecas eram construídas em duas fases, hoje já não se fazem assim. Actualmente são construídas de raiz. A de Arouca foi feita em duas fases, começamos no piso de cima, e só em 2001 é que concluímos a 2ª Fase, neste piso de baixo, onde nos encontramos.
VS - Quais as valências desta Biblioteca?
IB - Segue os critérios, da Rede, tem um espaço Infantil e Juvenil, com a Sala do Conto, onde fazemos actividades destinadas ás crianças, temos um espaço de periódicos, com jornais e revistas, um espaço destinados aos adultos, onde temos livros e outros documentos, para esse sector etário, existe um espaço multimédia, com Internet, DVD, CD e VHS e temos uma sala polivalente, onde fazemos algumas actividades e damos apoio a associações e instituições que queiram realizar encontros, conferências, seminários, etc…
Temos o espaço dedicado aos gabinetes de trabalho e um sótão pequenino que já está completamente cheio, com uma herança que foi doada á Câmara Municipal, pelo Dr. Tavares de Almeida.
VS - De que é composta essa herança?
IB - São livros e revistas, em número superior a 5.000, alguns deles já integrados no Fundo Bibliotecário, outros ainda não estão, já estão contudo registados e sempre que necessários podem ser consultados. Para lá dos espaços já citados, a Biblioteca tem uma pequena galeria, onde mensalmente se fazem exposições, temos a varanda, um espaço de leitura mais informal e agradável quando o tempo a isso convida …. Que não é caso de hoje, já que chove torrencialmente!...
No exterior temos sempre uma Biblioteca Itinerante, o Bibliomóvel que funciona muito bem, ela sai diariamente estando dirigida essencialmente ás escolas, ela cobre o concelho todo, indo diariamente a cerca de quatro escolas do 1º Ciclo e Jardins Infantis, circula o nosso Bibliomóvel, com estatísticas muito elevadas de frequência, para lá disso temos o projecto Bibliomala, que consta de uma mala em madeira, que abertas se transformam em prateleiras, com cerca de 20 – 25 livros, que ficam nas salas das escolas pelo espaço de um mês, sobre a responsabilidade dos professores. Os livros destinam-se a empréstimo domiciliário, já que o objectivo primeiro, desses conteúdos é chegar ás famílias e envolve-las na leitura, o que tem resultado muito bem, temos empréstimos muito elevados, os miúdos levam os livros para casa e os pais, avós e outros familiares podem lê-los e isso está a acontecer…
Tendo em conta que decorre a Semana da Leitura, os professores estão a pedir aos pais, para nas escolas dos seus filhos irem ler uma história, sabemos que a adesão tem sido boa, mas só no final da iniciativa é que temos números concretos á adesão. Dentro da expansão da nossa actividade, iremos inaugurar em Abril, no Dia Mundial da Leitura, 23 de Abril, vamos inaugurar duas bibliotecas escolares do 1º Ciclo, uma em Alvarenga e outra na Escola da Boavista, freguesia de Santa Eulália
VS - Neste momento onde está o Bibliomóvel ?
IB - Está na Escola de Paço – freguesia de Moldes e como é a Semana da Leitura, o adjunto do presidente da Câmara, Dr. Jorge Oliveira, deve estar neste momento a contar uma histórinha ás crianças dessa escola.
O Bibliomóvel está sobre a responsabilidade de Rui Xavier, que muito se tem dedicado a esse projecto e grande parte do seu êxito, a ele se deve e foi criado em 23 de Abril de 2001
Depois de conversar com Isabel Bessa, directora da Biblioteca Municipal de Arouca, o repórter deslocou-se ao lugar de Paços – Moldes, onde encontrou, a “alma” de uma iniciativa invulgar, Rui Sousa Xavier, que após a surpresa e entre a entrega de livros às crianças no interior da carrinha e depois na explicação da Bibliomala no interior do Pré-Fabricado que serve de Pré-Escola, enquanto entregava a nova mala a explicava ao repórter: “ … Esta Bibliomala, é um conjunto de 70 caixas de madeira que contem, 25 livros cada, que ficam nas diversas salas e escolas do concelho de Arouca e há sempre uma suplente que vai renovando os conteúdos, basicamente é assim que funciona, rodam as malas, de mês a mês, há sempre uma nova mala que entra, com novos livros e uma que sai para a próxima escola. "
VS - A iniciativa tem tido sucesso?
Rui Sousa Xavier - Sim, a iniciativa nasceu comigo, primeiro a carrinha do Bibliomóvel em 2001, as malas surgiram no inicio de 2003 e as últimas estatísticas, dizem que já emprestamos mais de 100.000 documentos, nestes seis anos, os professores reagem bem e as crianças nem se fala!…”
"A Maria João adora os livros da Anita. Já o Samuel e o Francisco preferem os do Tintim. A Lara escolheu o livro Chicken Little, para comparar ao filme, que viu recentemente. Mas em comum, estas quatro crianças têm o fornecedor dos livros que lêem: a Biblioteca Itinerante de Mirandela.
Em Vale de Gouvinhas, a primeira paragem do dia, o ambiente era de expectativa já que mal as crianças viram a carrinha pelo vidro da janela, saíram logo três a correr. Não é este o número de alunos daquela escola, mas a professora opta por fazer sair em grupos, para não criar confusão na biblioteca. A escola do primeiro ciclo é mais uma que está condenada a fechar no próximo ano lectivo. Os 11 alunos não chegam para a manter dentro dos requisitos mínimos de funcionamento, apesar das boas condições. Diz-se até que só não fechou no actual ano lectivo por pressão do presidente da Junta. O encerramento da escola não é compreendido por Cátia, uma das primeiras a chegar e das mais rápidas a escolher o livro para as próximas duas semanas. Diz que não sabe o motivo do encerramento, mas tem a certeza que vai ter de se por a pé mais cedo: “Talvez à hora da irmã que se levanta às seis e meia”, revela com as sobrancelhas a revelarem alguma preocupação. O livro escolhido por Cátia tem “um título comprido”, garante: “Era uma vez uma ilha onde as criança construíram a escola nova”. Os nove anos de Cátia dariam para ela andar no terceiro ano, mas atrasou um. Mora em Vale Maior, e garante que lê os livros todos que leva.
Mal sabem o senhor Beça, o motorista da carrinha, e Margarida Gomes, a bibliotecária, que o dia da visita é especial na escola de Vale de Gouvinhas: é o aniversário de Samuel, que completa nove anos. Está feliz, apesar de não ter bolo para comemorar com os restantes dez colegas de escola. Pega num livro do Tintim e diz que é aquele, porque os outros já leu: “A Ilha Negra”, que vai demorar três dias a ser lido, como os outros. O Francisco também escolheu o Tintim para companhia de leituras. O motivo são os desenhos. Só gosta de livros com desenhos. Chicken Little também tem muitos desenhos, mas não é por isso que Lara escolheu o livro que conta a história de um pequeno pintainho: “Vi o filme e agora quero ler o livro”, explica. Nove das crianças da escola de Vale de Gouvinhas levaram livros desta vez. Dois alunos não o fazem porque ainda estão no primeiro ano, o que não chega para as aventuras da leitura, explica a professora Maria da Graça Garcia, que pede quase sempre uma ficha de leitura sobre cada livro aos alunos. Ajuda-os a compreender a história. “É de lamentar que não chegue a todo o lado”, acrescenta a professora de onze alunos que para Setembro vai mudar de escola porque aquela vai encerrar.
A Vale de Gouvinhas segue Vale de Telhas. Não tem escola, mas à espera está um adulto, porque a Biblioteca Itinerante serve todos os que pretenderem ler. A utente daquela aldeia é Fernanda Ruivo, uma devoradora de livros de história. Leva sempre cinco ou seis de cada vez. Sobretudo os que falam de D. Afonso Henriques, uma espécie de herói de Fernanda. Não fosse ela a responsável pela detenção de dois assaltantes a um banco de Valpaços, à coisa de dois anos atrás. Enquanto Fernanda escolhe, altura para uma conversa mais alongada com o senhor Beça e Margarida Gomes. As duas pessoas que todos os dias úteis da semana percorrem a periferia do concelho de Mirandela para levar histórias e sonhos a dezenas de crianças.
O senhor Beça já faz isto há pelo menos cinco anos. E como gosta de falar com os miúdos, prefere este trabalho a qualquer outro. O mesmo se passa com Margarida Gomes. Mas esta técnica de bibliotecas tanto gosta de ficar numa biblioteca fixa, como nesta itinerante. Ambos referem que do ano lectivo anterior para este houve uma grande diminuição de escolas e aldeias abrangidas. Cenário que se irá repetir talvez para Setembro, quando mais escolas do primeiro ciclo não chegarem a abrir portas. Mas, agora chegam a outros lados que não chegavam. O exemplo disso é a vila de Torre Dona Chama, onde meio ano depois de iniciado o ano lectivo ainda estão a fazer cartões de eleitor para as crianças. “Há uma vantagem, é que depois na Torre vamos apanhar crianças de outros concelhos. Apanhamos de Vinhais e de Macedo, que são crianças daquela zona limítrofe que foram para a Torre estudar”, conta Margarida Gomes.
Todas as sextas de manhã vão a Torre Dona Chama. De não abrangida, passou a ser o lugar de visita mais assídua: todas as semanas, enquanto os outros locais é apenas de duas em duas semanas. Assim, arranjaram mais leitores. Altura para Margarida Gomes fazer a ficha para os livros que Fernanda Ruivo já escolheu. Mais uma vez todos de história. Mas frisa que ainda não sabe a história de Portugal. À pergunta de como consegue ler tanto, Fernanda responde que lê muito: “Leio de noite e de dia”. Só tem pena quando a biblioteca passa e ele não está em casa, o que representa duas semanas sem livros novos para aprender.
A paragem de Vale de Telhas está concluída, segue-se Vale de Salgueiro. Uma pausa mais longa, já que aquela aldeia para além de escola do primeiro ciclo, também tem pré-primária. Não sabem ler, mas têm livros próprios para eles aprenderem com as imagens. Na terceira paragem da parte de manhã os primeiros a chegar são o Tiago - que demora três dias a ler cada livro - e a Maria João - que não gosta de livros com mais de 20 páginas. Mas o resto da manhã é preenchido por utentes jovens. Crianças ainda. São eles talvez a razão principal da existência deste serviço itinerante da Câmara de Mirandela, mas começam cada vez mais a aparecer adultos que procuram a companhia de um livro. Alguns deles, atira o senhor Beça, já muito idosos que mal conseguem ler, como eles próprios lembram ao motorista da carrinha.
Das 34 aldeias abrangidas, há algumas características pela ausência de escola, e por terem adultos interessados na leitura. “Alvites tem adultos que gostam de ler. Por isso, mesmo depois do encerramento da escola continuamos a lá ir. Paradela e Vale de Lagoa são outros casos em que só adultos vêem buscar livros”, explica o senhor Beça. Navalho e Franco também têm adultos leitores e o caso que hoje demos a conhecer: Vale de Telhas. A carrinha promete continuar, apesar dos muitos anos que leva de rodagem. Ficou ao serviço da Câmara de Mirandela depois de servir a Gulbenkian, o que já perfaz mais de dez anos. Vai todos os anos à revisão, mas mais dia, menos dia vai precisar de substituta. No entanto, continua bem preparada já que apesar de algumas más estradas do concelho, os livros de que todos gostam não caem das prateleiras."
O Bibliomóvel é um serviço destinado à população que vive nas localidades mais afastadas da sede do concelho. Visita quinzenalmente as localidades do concelho, sobretudo as mais afastadas da sede,disponibilizando essencialmente livros, mas também, dvds, cds e cdroms.
O seu horário é afixado nas Juntas de Freguesia e/ou Igrejas ou nas Escolas. Cada utilizador pode requisitar dois documentos (1 livro e/ou 1 audiovisual), por um prazo de 15 dias, renovável por igual período desde que não haja utilizadores em lista de espera. Podem também ser requisitados livros da Biblioteca Municipal que serão entregues na próxima deslocação.
Em 1994 a Câmara Municipal de Viana do Castelo adquiriu e pôs à disposição dos leitores, em especial dos mais afastados da cidade, uma nova Biblioteca Itinerante em cujo veículo, e necessária adaptação, a Autarquia investiu na altura cerca de sete mil contos.Esta Biblioteca funciona sob responsabilidade da Câmara, e contou até Dezembro de 2002 com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. A biblioteca visita uma vez por mês todas as freguesias do concelho, com paragens em vários locais, para o que percorre uma média de 800 Km/mês.
BIBLIOTECAS MÓVEIS (II) - BiblioMóvel da Biblioteca Municipal de Castro Daire
terça-feira, dezembro 26, 2006
O BeP começa agora percorrer o país mostrando as bibliotecas móveis que por aí circulam. E na actualidade são várias e várias dezenas. Para arranque a escolha foi aleatória.
No momento não possuo informações, nem fotos do interior, desta biblioteca móvel. Mas vou tentar em breve adicionar neste espaço algumas que obterei. Entretanto, se alguém me puder ajudar, com informação ou mais fotos sobre ela, ficaria grato.
Série sobre Bibliotecas Móveis - (I) Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian
domingo, dezembro 24, 2006
O BeP tentará ao longo de 2007 desenvolver uma série de posts sobre bibliotecas móveis.
Imperativamente, o início teria de ser pelo Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, que se iniciou em 1958 (e que no ano seguinte passaria também a contar com bibliotecas fixas). O Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da Gulbenkian assume um ponto de estudo incontornável para o conhecimento e compreensão das Bibliotecas Públicas na actualidade, em Portugal. Foi a primeira efectiva rede de bibliotecas em Portugal, pautada por um serviço de leitura pública moderna. Edificou o corpo matricial que em parte tem vindo a ser revezado paulatinamente, desde 1987, pelas novas bibliotecas da Rede Nacional de Leitura/Bibliotecas Pública(s) Como o post se estendeu demasiado entendi afixá-lo no BeP de suporte: Aceder:Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian
Os próximos posts serão muito mais abreviados, tendo sobretudo como objectivo divulgar uma biblioteca móvel de uma respectiva biblioteca, privilegiando-se as imagens.
O serviço de entrega de livros ao domicílio para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, vai abranger toda a área metropolitana de Lisboa.
sexta-feira, dezembro 15, 2006
O serviço de entrega de livros ao domicílio para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, promovido pela Câmara de Lisboa, vai estar disponível para os moradores de toda a área metropolitana, de acordo com um protocolo assinado hoje, de partilha de recursos humanos e técnicos que a Câmara de Lisboa e o Centro Distrital da Segurança Social de Lisboa assinaram hoje.
A "Biblioteca Inclusiva" da autarquia dispõe de cerca de quatro mil títulos em Braille e também áudio-livros, destinados não só a cegos mas também a pessoas com mobilidade reduzida, como idosos acamadas.
Os livros são entregues em casa dos utentes através de uma carrinha da autarquia, num serviço que será agora alargada à Área Metropolitana de Lisboa. A "Biblioteca Inclusiva"serve igualmente cidadãos de todo o País, das ilhas e dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) através do correio. A entrega dos livros é facilitada por um protocolo com os CTT que permite o envio gratuito a pessoas com deficiência.
Parte da "Biblioteca Inclusiva" estará ainda, brevemente, aberta ao público no Alto do Lumiar, segundo adiantou à Lusa fonte camarária. Está igualmente em preparação, a criação de um grupo de voluntários para a leitura ao domicílio de livros e jornais.
Segundo dados da autarquia, existem cerca de 100 mil cegos em Lisboa e 122 mil na Área Metropolitana de Lisboa.
[nota do BeP: estes dados da autarquia não se afiguram correctos, pois segundo dados recentes da ACAPO existem em Portugal cerca 20 mil cegos e 140 mil amblíopes (pessoas com graves problemas visuais).]
Bibliomóvel da Biblioteca Municipal de Penafiel conduz, desde há seis anos, as crianças a mil e um lugares onde se espelham ideais de maior enlevo
quarta-feira, dezembro 13, 2006
"Há seis anos que uma carrinha da Biblioteca Municipal de Penafiel percorre, diariamente, as freguesias do concelho, levando livros às escolas básicas e jardins-de-infância. Se assim não fosse, muitas crianças nunca teriam, provavelmente, a oportunidade de contactar com um vulgar livro de histórias. E quando o Bibliomóvel, nome dado à viatura, chega à escola é dia de festa.
Em Cabeça Santa, uma das 38 freguesias de Penafiel, as crianças da EB1- Assento n.º 3 e do Jardim-de-Infância de Comunha, instaladas no mesmo edifício, esperam ansiosas pela carrinha dos livros. Alguns já conhecem a biblioteca ambulante, mas, desta vez, além de requisitar um livro, vão ouvir a jovem Cátia Silva, de 21 anos, a contar uma história de Natal.
Mal chega a viatura, conduzida por Rui Guedes, técnico de biblioteca e funcionário da Câmara de Penafiel, as professoras, já informadas da visita, procuram travar a euforia da pequenada. Já na sala de aulas, Cátia Silva, estagiária prestes a concluir a licenciatura em Gestão de Património, instala um pequeno projector de slides e começa a ler "a historinha das renas do Pai Natal". As 39 crianças do 3º e 4º ano ficam mudas, seguindo o enredo.
"Há crianças que nunca viram um projector de slides", garante, mais tarde, a estagiária. Durante um mês, Cátia promove, gratuitamente, a "Hora do Conto", nome dado à iniciativa pela Biblioteca Municipal. "Até sexta-feira, quando acabar a iniciativa, já devo ter mais de 25 horas de conto lidas a mais de mil crianças", estima a animadora cultural.
Cabeça Santa é uma das freguesias mais problemáticas, do ponto de vista social, de Penafiel, mas "já foi muito pior", recorda a professora Mafalda Rocha, com duas décadas de ensino no estabelecimento.
"Os pais colaboram muito com a escola e só posso dizer bem desta comunidade", frisa, recordando que, quando chegou a Cabeça Santa, "havia muita droga e muito álcool". "Era uma comunidade de extrema pobreza, com gente que nem dinheiro tinha para comer. Hoje, notamos que há melhores condições de vida. Só que os pais, apesar de serem muito amigos da escola, anseiam que os filhos acabem a escolaridade obrigatória para irem trabalhar. Aqui, os homens ou emigram ou trabalham nas pedreiras; e as mulheres estão empregadas em fábricas de confecções". A visita do Bibliomóvel "enriquece a comunidade e as crianças adoram".
Rui Guedes, 32 anos, conduz a carrinha desde 8 de Abril de 2002, quando a iniciativa arrancou. Conhece todos os cantos do concelho e todas as escolas. "As crianças adoram ler. Certo dia, apareceu-me uma criança a requisitar um livro que me pareceu inadequado à idade. Sugeri-lhe outro livro, mas ela insistiu. Avisei-a de que queria saber a história do livro. Quando regressei à escola, ela devolveu-me o livro e eu perguntei-lhe qual era o tema. "Mas era para ler ou para fixar o texto?".
Para este técnico de biblioteca, "a carrinha leva cultura e vida" e, "se assim não fosse, muitas crianças nunca saberiam o que era uma biblioteca". Desde 2002, que tem disparado o número de leitores, graças a este evento. "Faço mais de mil quilómetros por mês, com cerca de 2500 volumes", garante. "
O projecto "Baú Itinerante" da Biblioteca Municipal de Águeda.
terça-feira, dezembro 12, 2006
"Uma vez por ano, a Biblioteca Municipal de Águeda coloca livros nas escolas mais distantes da cidade. O "Baú Itinerante" é, para muitos, a única hipótese de folhear o mundo das histórias. Não é de estranhar, por isso, a agitação na EB1 de Sernada, num destes últimos dias.
Os 22 "reguilas", 12 do primeiro ciclo e 10 do pré-escolar, esperam no recreio, um espaço não muito grande, mas com uma vista impressionante sobre o rio Vouga. No carro, um comercial da Câmara, para além do motorista e dos dois baús, segue Isabel Martins uma monitora da biblioteca que vai apresentar a leitura encenada do conto "O Circo das Palavras Voadoras", de Álvaro Magalhães.
"Não podemos chegar aqui e deixar os baús com os livros, temos de lhes dar um "doce", motivá-los previamente para a leitura", explica Isabel. O "doce" pode ser uma teatralização ou simplesmente uma história bem contada. Como o poema do livro de Álvaro Magalhães. O "limpa-palavras" é inter-activo. As perguntas de parte a aparte obrigam Isabel a improvisar. Está aberto o caminho para os livros. Escolhidos a dedo, para crianças dos 3 aos 10 anos, rapidamente são distribuídos.
"Esta acção é importante porque a maioria dos alunos não têm livros em casa, provavelmente devido à falta de hábitos de leitura dos pais, e os que existem na escola são poucos", refere a professora, Marisa Meneses. Os livros são "consumidos" na aula ou em casa.
O problema do "Baú Itinerante" é saber a pouco, confirma Marisa Meneses. "Uma vez por ano é insuficiente para eles ganharem hábitos de leitura, até porque os livros só ficam um mês nas escolas", explica. Uma insuficiência que a vereadora da Educação e da Cultura da Câmara, Elsa Corga, reconhece. "Este programa foi iniciado pelo anterior executivo há três anos nos actuais moldes, mas a actual vereação pretende ampliá-lo. Actualmente levamos livros a 18 das 35 escolas do primeiro ciclo de Águeda.
E se é um facto que as escolas mais distantes da cidade estão contempladas, também é verdade que é necessário levar os baús a mais escolas e não apenas uma vez por ano. Queremos fazê-lo três ou quatro vezes já em 2007", adianta a vereadora. "
Biblioteca Municipal da Batalha alarga a sua oferta de serviços com o "Biblio Clube 24", o empréstimo automatizado de livros
terça-feira, novembro 28, 2006
"Chama-se “Biblio Clube 24” e o seu conceito inovador (em Portugal) assenta no serviço de empréstimo autónomo de livros 24 horas por dia, 365 dias por ano.
O projecto, idealizado já há três anos, submetido à Fundação Calouste Gulbenkian, foi um dos 16 escolhidos a nível nacional por este organismo, não se conhecendo no nosso país ou fora dele, semelhante equipamento. O “Biblio Clube 24” tem como objectivo potenciar a promoção da leitura, funcionando como complemento de um serviço tradicional de biblioteca, perspectivado para satisfazer as necessidades de uma população dispersa e com horários nem sempre compatíveis com os de uma Biblioteca convencional. Pretende-se, desta forma, redimensionar o serviço descentralizado que a Biblioteca Municipal da Batalha possui com a sua Biblioteca ltinerante que, recorde-se, é a primeira do país, comemorando em 2008 50 anos de existência e, mais recentemente, o Pólo localizado na Freguesia de São Mamede.
Refira-se ainda que para a utilização da máquina, os utentes deste serviço têm que deter um cartão magnético, cedido gratuitamente pela Biblioteca da Batalha, por forma a serem “reconhecidos” pelo sistema. Uma vez nessa situação, os utilizadores podem proceder à requisição de livros, entre 170 à escolha, divididos por diversos géneros, detendo para tal de cinco dias leitura do livro e sua respectiva devolução. Caso contrário, o sistema bloqueia o empréstimo ao utilizador em causa e os seus dados são enviados aos Serviços da Biblioteca.
O novo equipamento, cuja ideia mentora foi a bibliotecária Carla Valente, orçou em 35 mil euros e está dotada de "software" desenvolvido em Itália. Este serviço estará localizado junto ao Posto de Turismo da Vila da Batalha e em conformidade à adesão da população a este serviço, o município equaciona a instalação de outras máquinas noutros locais do concelho. Seráinaugurado no dia 5 de Dezembro, às 15h00." Fonte do texto e imagem: Município da Batalha
As mil e uma andanças da Bibliomóvel pelos caminhos de Proença-a-Nova
sexta-feira, novembro 17, 2006
É daqueles ideias que cativam logo a atenção e o olhar das pessoas. Teve-a o Nuno Marçal, bibliotecário da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova: documentar com mil e uma imagens e breves comentários o novo serviço Bibliomóvel que passou a percorrer as freguesias do concelho desde finais de Junho de 2006. E tem-no feito com admirável regularidade no blogue Papalagui.
Num concelho beirão, no genuíno interior luso, onde o envelhecimento da população se faz sentir de modo acentuado, este serviço móvel que serve 18 aldeias (Pergulho, Cunqueiros, Vale da Mua, Malhadal,...) revela-se de grande utilidade. Poder-se-á aduzir mesmo que é um serviço fundamental!
Oprojecto do Bibliomóvel nasceu da cooperação entre a Biblioteca e o Programa Progride através do Gabinete de Luta contra a pobreza da Câmara Municipal de Proença-a-Nova.
Como refere Nuno Marçal “A adesão por parte das populações tem vindo a crescer a longo dos meses. O que no início era alguma desconfiança natural, pela novidade do serviço, agora transformou-se num hábito que se repete a cada quinze dias com a passagem da Bibliomóvel onde para lá das noticias diárias, podem requisitar aquele livro para o serão e espreitar as novas tendências dos bordados, croché e bainhas abertas que é de longe o recurso mais utilizado pelos utilizadores.” Nuno Marçal salienta que “os mais jovens não foram esquecidos e naquelas localidades onde funcionam escolas básicas, do 1º Ciclo os intervalos, bem como o regresso a casa é agora muito mais animado, um livro para o fim de semana ou um ‘joguinho’ de computador cai sempre bem no fim de um dia de aulas.”
No Papalagui também podemos observar algumas das paisagens típicas da região, o quotidiano e os diversos mesteres das populações locais, bem como alguns aspectos mais curiosos captadas pela objectiva sempre acutilante de Nuno Marçal.
Este bibliotecário destaca ainda que “para além da normal actividade diárias de empréstimos, fotocópias, jogos de pc, procuramos levar também alguma animação aos lugares de passagem com espectáculos de acordeonistas, que fazem as delícias das populações, principalmente as mais idosas.” Em povoações onde a solidão e um pronunciadoisolamento se fazem sentir com mais intensidade esta actividades são um bom aconchego para o espírito e bem-estar das pessoas, proporcionado momentos de boa-disposição, e paralelamente servindo de veículo à promoção da leitura e à disponibilização de informação.
Nuno Marçal considera que também para ele esta iniciativa tem sido extraordinária e muito enriquecedora, até pelo facto de diversos recursos poderem assim chegar à generalidade das pessoas, em especial àquelas que muita dificilmente, pelas mais variadas razões, se deslocariam à biblioteca da sede do concelho.
Em breve o Bibliomóvel vai igualmente disponibilizar, pelo menos nas localidades que possuem cobertura de rede, Internet de banda larga móvel.
“É com estas iniciativas que damos mais vida ao concelho, enriquecendo um pouco todos os dias as mentes que o povoam” adita Nuno Marçal.
Fotos de Nuno Marçal (clicar nas imagens para ampliar)
Na região de Hualien na formosa ilha de Taiwan, o conceito de "Biblioteca Móvel" é levado bem a rigor. Esta biblioteca é literalmente carregada de terra em terra. (Bem, não faltam exemplos destes aí por muitos países, mas já há algum tempo não me "passava pelas mãos" um vídeo deste género. A propósito, o camião ia tão lotado que não houve lugar para o tradutor!)
Biblioteca Itinerante de Almodôvar vai hoje para a estrada
segunda-feira, outubro 16, 2006
"Vai hoje para a estrada, a Biblioteca Itinerante de Almodôvar, que vai percorrer mais de duas dezenas e meia de localidades do concelho, que passa a ser o segundo do Distrito a ter esta mais valia cultural.
É com cerca de 1.500 publicações, um computador ligado à Internet e à base de dados da Biblioteca Municipal, que vai hoje para a estrada a Biblioteca Itinerante de Almodôvar, um projecto que custou à Câmara Municipal cerca de 55 mil euros. Destinada a percorrer mais de 25 localidades do concelho de Almodôvar, com uma rotina quinzenal, esta é a segunda biblioteca Itinerante do Distrito.
António Sebastião, presidente da edilidade almodovarense, explica-nos as razões que levaram a autarquia a criar este “pólo de cultura ambulante”. “A grande adesão à Biblioteca Municipal, levou-nos a amadurecer esta ideia de levar a cultura a todos os munícipes do concelho. Se a adesão for como na vila, este grande investimento está justificado”, disse, reconhecendo que que existe um público mais idoso que pode ter mais dificuldades, “mas que tem aderido com grande entusiasmo às novas tecnologias já existem nas diversas localidades”, justificou.
A novíssima Biblioteca Itinerante de Almodôvar nesta primeira semana será também acompanhada pelo Grupo Pandapá que irá protagonizar momentos de muita animação com o espectáculo de rua, intitulado “Histórias de Viagem”, nas sedes de Freguesia.
No mesmo âmbito, o jornalista Carlos Pinto Coelho, estará na Biblioteca Municipal, a partir das 21 e 30 horas, para apresentar o seu livro de fotografias, “A meu ver”.
Biblioteca Itinerante de Almodôvar inicia circulação concelhia dia 16 de Outubro.
domingo, outubro 15, 2006
A Biblioteca Itinerante de Almodôvar (Beja), uma carrinha que transporta um acervo de 1.500 livros de todos os géneros literários, além de CD, DVD e um computador com acesso à Internet e ligado à base de dados da BMA , começa segunda-feira a levar cultura às localidades isoladas do concelho. Na jornada inaugural, a biblioteca itinerante, que parte às 9h00 da biblioteca "mãe", situada na sede de concelho, vai passar pelas localidades de Corte Zorrinho, Aldeia dos Fernandes, Gomes Aires e Santa Clara-a-Nova.
Durante a primeira semana na estrada, a nova biblioteca móvel será acompanhada pelo Grupo Pandapá, que irá animar, com o espectáculo de rua "Histórias de Viagem", as primeiras passagens pelas sedes de freguesia do concelho.
Constantino Piçarra, director da Biblioteca Municipal de Almodôvar (BMA ), explicou à agência Lusa que se trata de "um serviço itinerante de leitura, criado a partir da biblioteca "mãe", situada na sede de concelho". Lembrando que, "desde 1987, no âmbito do programa Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, já foram criadas bibliotecas em 150 concelhos", o responsável justificou o serviço itinerante com a necessidade de se dar "um novo salto na promoção dos livros e dos hábitos de leitura".
"É preciso acabar com a macrocefalia cultural das sedes de concelho", defendeu, acrescentando que a biblioteca irá criar uma rede concelhia de leitura, que pretende tornar-se "um elo de ligação cultural entre a BMA e os munícipes que vivem mais isolados". "Iremos levar a cultura em forma de livros, CD e DVD às localidades isoladas do concelho de Almodôvar, para combater a desertificação cultural", garantiu.
A Biblioteca Itinerante vai circular pelas 25 localidades do concelho, passando por cada uma delas, de 15 em 15 dias, em locais e horários pré-definido s e a afixar nas Juntas de Freguesia. Desta forma, explicou Constantino Piçarra, os utilizadores vão poder consultar, de forma rápida, os livros só disponíveis na BMA, que poderão requisitar e lhes serão entregues no prazo de 15 dias, durante a próxima visita da Biblioteca Itinerante à localidade. Através de prévia inscrição como leitores, o serviço itinerante destina-se aos cerca de oito mil habitantes do concelho de Almodôvar, que podem requisitar até três livros por um prazo de 15 dias, renovável por igual período desde que não haja leitores em lista de espera.
Com um investimento inicial de 80 mil euros, a Biblioteca Itinerante e a rede concelhia de leitura foram financiadas pela autarquia de Almodôvar, sendo o fundo documental co-financiado, em 50 por cento, peloInstituto Português do Livro e das Bibliotecas. A rede concelhia de leitura de Almodôvar, uma das poucas em Portugal, é a segunda no distrito de Beja, onde já funciona outra em Castro Verde."